Storm King Art Center e Woodbury

No dia seguinte ao show da Madonna, tinha programado uma visita ao Storm King Art Center. Acordei às 8h, mas estava com cólicas, portanto, fiquei quase uma hora tomando banho para ver se me reanimava. Sem tomar café, saí do hotel por volta das 9h em direção ao Port Authority Bus Terminal, que é o maior terminal rodoviário do mundo e fica na rua 42 com 8ª avenida.
Alexander Calder, The arch, 1975 (Não reconheci a obra do Calder!)

 


Chegando lá, tentei mandar mensagem para Carol e Wendel, que também iriam, mas não tive sucesso. Leo preferiu ficar na ilha para visitar o MoMA. Perguntei ao segurança onde ficava o guichê do “Coach USA”, que é a companhia que faz o trajeto até o museu e o outlet, e recebi a informação que deveria seguir até o 3º andar. 
Bilhetes
A Coach USA (https://www.coachusa.com/) vende três tipos de bilhetes:

- Apenas para o outlet, com saídas em diversos horários, todos os dias da semana;
- Apenas para o Storm King, com saída às 10h e retorno às 17h, de quarta a domingo;
- A opção “combo”, que agrega o valor do ônibus até o museu (inclui o valor da entrada, que sozinha custaria $15), do museu até o outlet e do outlet até NYC. 

Optei pelo combo, que tem um preço relativamente “salgado”, $55, logo, se o grupo for grande e alguém tiver com disposição para dirigir, talvez seja melhor alugar um carro. Ressalto que o Storm King só fica aberto de quarta-feira a domingo, portanto, o passeio deve ser programado para esses dias. 


Na época em que fomos (set/2015), a saída de NYC aconteceu às 10h e chegamos no destino às 11:30h, tendo que ir para o outlet às 13:50, portanto, tivemos pouquíssimo tempo para aproveitarmos as obras de arte, mas, ao que parece, nossa maior reclamação foi atendida (ou não observamos tal informação anteriormente), pois olhei o site e indica que agora tem um ônibus que sai às 8:30h, chegando ao parque às 10:00h, resultando em mais horas de lazer.

Por volta das 09:50h, aparecem Carol e Wendel, esbaforidos, mas deu tempo para adquirirem os bilhetes. Subimos para o 4º andar, de onde partia o ônibus. Às 10:00h saímos de NYC em direção ao parque de esculturas. Por sorte, me oferecem uma maçã, pois estava faminta. 
Mark di Suvero, Frog legs, 2002
Após uma hora e meia de viagem, chegamos em Hudson Valley. Descemos do ônibus e três monitores vieram pegar as entradas e deram algumas instruções. Foi o único momento em que vimos alguém da instituição. Inclusive o folder indica que não se responsabilizam por qualquer dano que ocorra ao visitante, já que é uma área aberta. Ao perguntarmos sobre o wi-fi, eles riram copiosamente.  


Também vi monitores no entorno do museu, que hospeda as esculturas de pequeno formato, todavia, não tivemos tempo para desfrutar das obras, pois são dois andares com diversas galerias.
Siah Armajani, Gazebo for Two Anarchists, 1992
Mark di Suvero, Jambalaya, 2002
Storm King (o nome decorre da proximidade com a “Storm King Mountain”) foi fundado em 1960, depois da aposentadoria de Ralph E. Ogden (empresário), mas apenas em 1972 iniciaram a aquisição de uma coleção permanente de esculturas de grande escala. É o maior parque de esculturas ao ar livre dos EUA e, provavelmente, um dos maiores do mundo.  
Richard Serra, Schunnemunk Fork, 1990
O parque tem mais de 500 acres de extensão e oferece três opções para visitar as esculturas: caminhar, alugar uma bicicleta ($16 por 2h) ou esperar o carrinho gratuito que para em alguns pontos específicos. Iniciamos a visita caminhando, mas o sol era escaldante, depois preferimos aguardar o carrinho, que tem um áudio explicativo acerca das obras.

A coleção tem mais de 100 esculturas e contém nomes como Daniel Buren, Louise Bourgeois, Alexander Calder, Sol Lewitt, Richard Serra, Roy Lichtenstein, Henry Moore, entre outros. 
David von Schlegel, Untitled, 1972


Alexander Liberman, Iliad, 1974
O parque de esculturas é impressionante e merecia um dia inteiro dedicado a ele. Tivemos pouco tempo e não conseguimos ver todas as esculturas. Faltando poucos minutos para tomarmos o ônibus, queríamos tirar foto com o trabalho do Roy Lichtenstein de qualquer jeito. Carol, sem qualquer timidez, pediu a um funcionário que passava, com um carrinho que só cabiam 2 pessoas, se poderia nos levar. Ele pensou e disse que caberia apenas uma pessoa, mas ela insistiu que apertaríamos e dava, pois viemos de um lugar tão distante apenas para apreciar a obra. O rapaz era um doce e muito bonito, típico homem do interior. 
Roy Lichtenstein, Mermaid, 1994
Alexander Calder, Five swords, 1976

Alexander Calder, Black flag, 1974.
Além da mostra permanente, existem também exposições temporárias. Encontramos o trabalho intitulado "Water Sources", de Lynda Benglis. É a primeira exibição de fontes de água ao ar livre, trabalho que a artista desenvolve desde 1980. Lynda tem explorado as paisagens e a água nos últimos 30 anos.
Giovaninha em Storm King!!


O que falta em Storm King é um estrutura eficiente para o visitante, pois não tem um restaurante (li que existe um café), existem poucos banheiros, não tem internet, não tem lojinha.  

Menashe Kadishman, Suspended, 1977
É necessário fazer uma comparação com Inhotim, que fica na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, que, ao meu ver, é o melhor parque de esculturas do mundo. Um dos lugares mais bonitos que existe - com um acervo interessante (muitas obras de artistas brasileiros). E ainda, tem uma estrutura incrível, com lanchonetes, lugar para guardar malas, internet e tudo que é necessário para que a visita seja confortável. 

Enquanto aguardávamos o ônibus, um casal australiano começou a conversar comigo. Disse que Carol tinha morado naquele país e Wendel acabara de visitar. Comentaram sobre uma visita a Galápagos e acreditavam que não tinham mais tempo para conhecer o Brasil, pois passavam dos 80 anos. 
Dentro do transporte oferecido pelo parque
  

O download do mapa (datado de 2012) de Storm King pode ser feito aqui.



Chegamos no Outlet em menos de 30 minutos (não existem outlets em Manhattan). Seguimos para a área de atendimento ao cliente, para pegarmos o livro de descontos (realmente funciona!). Carol disse que se enrolava para comprar, portanto, preferia seguir sozinha, enquanto preferi caminhar com o Wendel, já que não pretendia comprar nada para mim, apenas atender ao pedido da minha irmã.  


 
Tenho que admitir que, com a cotação do dólar a 4 reais, nada é realmente barato. Os chineses vão com malas, pois Woodbury é imenso. Cada grife tem sua própria "casa" e é necessário um mapa para encontrá-las. A estrutura é ótima, pois existe o "Market Center" com uma grande praça de alimentação (paramos 2 vezes para lanchar), com ar-condicionado e o wi-fi. Wendel comprou apenas um bolsa na Calvin Klein, embora tenha tremido diante de uma bolsa da Burberry ($1.500). Para mim, comprei apenas 2 tênis na vans (também comprei 2 para minha sobrinha), pois a cada tênis comprado, ganhava 50% em outro. Também adquiri umas 15 camisetas, na Gap, para minha sobrinha. Se o dólar estivesse cotado a 2 reais, cometeria loucuras, embora não seja consumista. 


 

 

No retorno, tinha uma fila imensa com centenas de pessoas aguardando o ônibus, pensei que não conseguiríamos voltar. Não encontramos Carol dentro do outlet e seguimos para a fila (ela surgiu depois abarrotada de sacolas). Observamos que os ônibus vão chegando a cada minuto até levar todos os clientes.


O download do mapa de Woodbury pode ser feito aqui.  

Share:

0 comentários:

Translate

Instagram

Publicidade

Booking.com

Marcadores