Um fim de semana no Beto Carrero World

Aproveitei uma promoção do Smiles, em fevereiro, e emiti passagens para Maceió e Navegantes. Cada trecho custou apenas 4 mil milhas! Ainda fiquei tentada a preencher mais um fim de semana, já que o mês de abril teve 3 feriados seguidos.


Embora ainda não tenha feito o relato sobre Maceió, tive sérios problemas durante o voo, perdi meu celular e passei a semana anterior doente. Pensei que não aproveitaria o passeio e quase desisti. Vocês podem se perguntar de onde surgiu minha vontade de visitar o parque. Ocorre que minha irmã falou que levaria minha sobrinha em maio, no feriado, só que não tinha comprado passagem...

Após a compra dos bilhetes, encontrei uma pousada (Pousada Bom Futuro) próxima do parque, por um ótimo preço (R$50,00 a diária), no booking. Só pagaria na propriedade e não precisava colocar os dados do cartão, então teria tempo para pensar.

Na sexta-feira, cheguei em casa, deitei e fui pesquisar sobre o Beto Carrero World. Descobri que o Aeroporto Navegantes já tinha Uber, e ainda, que o parque estava com promoção no mês de abril - comprava o ingresso para um dia e ganhava o ingresso para o segundo dia. De repente, peguei minha mochila, coloquei uma calça, uma bermuda, três camisas, um casaco, roupa para dormir, a nécessaire, a câmera de ação (que não foi usada). 

Tentei comprar o ingresso no site do Beto Carrero, pois tem que ser comprado 1 dia antes da visita para ter direito à promoção, mas, na última etapa, fui comunicada que teria que apresentar o bilhete impresso e não tenho impressora em casa há anos. A diferença seria de 50 reais. Na hora mandei um e-mail para reclamar, pois hoje em dia todos os estabelecimentos aceitam o arquivo em "pdf" no celular.

Às 6:40 o motorista veio me buscar, pois o voo partiria às 8:10. Cheguei no Galeão às 7:10, mas já tinha feito o check-in online e não despacharia mala, portanto, segui para o portão de embarque. Infelizmente tinha conexão em Guarulhos, mas assim que desembarquei a fila para o embarque do voo seguinte já estava formada.

Fica evidente que a maioria das pessoas que vão para Navegantes pretendem visitar o parque e muitos estão com crianças, mas o que me deixou perplexa é que a maioria dos pais não têm domínio sobre os filhos. Chutam as poltronas, gritam, ligam o tablet no volume máximo...

Ao chegar no aeroporto, peguei o celular, abri o aplicativo do Uber e não tinha disponibilidade. Quase sem esperança, acreditando que teria que pagar entre R$70 e R$80 reais de táxi até Penha, voltei para o "hall" do aeroporto para verificar se existia transfer

No quiosque da empresa Lufer, que faz o transfer até Balneário Camboriú, fui informada que não existe transfer regular para Penha. Por sorte, a vendedora perguntou se já tinha comprado ingresso e comentei sobre o problema com o site. Disse que vendia por R$105 reais (no parque, por ser no próprio dia, sairia por R$155). Comprei o ingresso com cartão de crédito e ainda parcelei.

De forma inesperada, apareceu um carro a 1 minuto do aeroporto e chamei o uber. A motorista já estava do outro lado da pista, próximo da parada dos ônibus executivos que seguem para Blumenau. Disse que mora em Itajaí, mas tinha deixado um passageiro. Contou-me sobre o receio dos motoristas do uber com os taxistas que trabalham no aeroporto, em virtude de casos de agressão. A pousada fica ao lado da BR 101, mas não tinha passagem para carros, então teve que dar uma volta para me deixar na porta. A corrida saiu por R$25,00 e representou uma sensível economia.

Cheguei na pousada, que fica numa rua sem asfalto, apertei o interfone e a dona apareceu em segundos, pois mora numa casa vizinha. Mostrou o confortável apartamento, que tinha dois quartos com ar-condicionado, guarda-roupa, banheiro, cozinha equipada com geladeira, fogão, tv. Me deu a senha do wi-fi e o cartão com seus números, caso precisasse de qualquer informação. 



Troquei a roupa e segui para o parque. O céu estava azul e não tinha nuvens. O termômetro marcava 25 graus (deixei o Rio de Janeiro com chuva e 15 graus). A pousada fica a uns 200 metros da área de corrida de kart, mas a entrada é apenas no castelo, logo, é necessário caminhar cerca de 1km. A dona da pousada me informou que o táxi do parque cobra R$20,00 pelo percurso. O caminho mais curto era pela BR 101. Deserto, mas tranquilo. Olhei bem antes de atravessar as pistas e rotatória.


Em razão do horário (quase meio-dia), não havia fila para entrar. Tirei fotos na entrada depois passei a roleta e fui pegar o ingresso para o dia seguinte. A primeira coisa que fiz foi encontrar a Praça de Alimentação, que tem grande variedade de restaurantes. Optei por comer um sanduíche de frango, tomate seco e rúcula com um suco de morango, na Natural Mix, por R$21,00. 



Adoro brinquedos radicais e caminhei instintivamente para a montanha-russa "Star Mountain" e tive a surpresa de me deparar com uma fila "single", para quem estava sozinho. Em menos de 5 minutos tinha chegado a minha vez, enquanto a fila dava voltas.

Segui para ver a montanha-russa mais radical, todavia, a fila era gigantesca, então segui para o "Free fall", que é um elevador que sobe e depois despenca. Não havia uma fila single, mas em poucos minutos perguntaram se tinha alguém sozinho e lá fui eu. Esse dá um frio na barriga e um impacto na coluna, que me fez ter medo, pois tenho hérnia de disco. 

Caminhei por todo parque, pelo zoológico, área temática de Madagascar e decidi esperar na fila do "Madagascar Crazy River Adventure", mas tinha uma plaquinha informando que a espera duraria mais de 3 horas, quando ouvi alguém comentando sobre a fila "single", andei por muitos metros e fiquei "na cara do gol", mesmo assim demorou quase uma hora. 



Por volta das 17 horas, decidi esperar na fila da "FreeWhip", a montanha-russa invertida, mas só consegui entrar no brinquedo às 18:20! Adoro montanha-russa, mas nessa minha cabeça bateu tanto que saí com dor de cabeça. E meu pescoço está dolorido até hoje! 

Pretendia voltar para a pousada às 17:30, antes de escurecer. Não tinha visto nenhuma lanchonete ou restaurante nas proximidades, então, novamente recorri ao restaurante natural e comprei um sanduíche, uma água e um chá gelado, por "módicos" R$24,00. 

Caminhei pela BR sem uma alma seguindo na mesma direção. Pense na escuridão! Apareceu um homem no sentido contrário e fiquei tensa, mas segui caminhando e passou do meu lado sem falar nada. Dei uma corrida, atravessei a BR e entrei no matagal que leva à pousada. Foi tenso! ahahhaha


Pretendia chegar no parque bem cedo no dia seguinte, mas levantei só às 9h. Não tinha nada no apartamento para comer. O sanduíche do dia anterior não estava muito bom e acordei passando mal, no entanto, não me abati e fui para o parque. Chegando lá, a fila era desesperadora! Pensei seriamente em comprar o "Fast pass", por R$80,00, que dá direito a entrar duas vezes em cada brinquedo sem ficar na fila - tem uma fila específica para quem tem a pulseirinha. 

Enquanto aguardava na fila, fiz amizade com uma menina que estava com os amigos e disse que poderia ficar com eles no parque, mas contei que não tinha tomado café da manhã e precisava lanchar. Foi super gentil e disse que se encontrasse com eles nos brinquedos poderia ficar junto. Me informou que os shows eram gratuitos, com exceção de Excalibur. Não tinha essa informação!


Olha fila no segundo dia!
Novamente fui para a Praça de Alimentação e comprei um crepe de queijo e um cappuccino no restaurante "Delícias da Espanha" por R$15,50. Depois não me aguentei e fui brincar no Carrossel veneziano, de dois andares, que fica no centro da praça de alimentação. 





O parque estava absolutamente lotado! Era difícil caminhar. Tentei assistir ao show Velozes e Furiosos, apresentado às 11 horas, em vão. Fui conhecer a parte do parque que não visitei no dia anterior: Vila Germânica, Triplikland e Ilha dos Piratas (não tinha ideia que o local era tão grande). Entrei na fila do "barco pirata" e esperei quase uma hora. 







Entrei na fila do "Madagascar Circus Show", que fechou às 12h, sendo que o show só começaria às 13h! Embora seja direcionado ao público infantil, o espetáculo é divertido. Novamente não consegui ver a sessão extra de Velozes e Furiosos.



Decidi que naquele dia teria que comer comida. Escolhi o "Açores Restaurante". Optei por batata frita, macarrão, beterraba, frango e uma bebida, que custou R$26,69.

Tinha uma fila gigantesca para ir no trem da "Terra da fantasia", mas vi que cada composição levava cerca de 100 pessoas. Fiz amizade com uma família e sentei ao lado deles. É um passeio com direito a teatro, Beto Carrero, dinossauros, animais...


Em seguida, já sem perspectiva de conseguir andar em algum brinquedo e cansada para esperar, fui para a fila do show "Blum", mas a sessão das 16h já tinha esgotado e continuei para a sessão das 17h. 


A primeira pessoa que vi no parque no dia anterior, na fila single da montanha-russa, uma menina de cerca de 10 anos, estava sozinha novamente no parque. Contou-me que mora perto e vai sempre. Disse para corrermos para ver "O sonho do cowboy". Infelizmente não fiquei até o fim, pois lembrei do caminho a ser percorrido pela BR 101! Comprei uma pipoca e um refrigerante e segui caminhando.

Ao chegar na pousada, perguntei à dona, via whatsapp, pelo uber que ela tinha contato, mas disse que não conseguiu falar com o motorista. No dia anterior, abri o aplicativo e não vi qualquer carro. Informou sobre um conhecido que poderia me levar ao aeroporto por 40 reais. Acabei topando.

Acordei no feriado do trabalho, tomei banho, arrumei minha mochila e, por curiosidade, abri o aplicativo do uber e vi três carros. Solicitei. Um motorista apareceu em 6 minutos. Fechei o apartamento e fui na casa da dona entregar a chave e me desculpar, pois o uber sairia a metade do preço.

No caminho para o aeroporto, notei que a rua paralela à estrada tinha comércio e uma padaria!!! O caminho asfaltado e dá pra seguir caminhando até o parque, provavelmente vai levar 25 minutos e não 10. O Aeroporto Navegantes fica a apenas 8 km da Penha, portanto, a corrida saiu por R$21,00.

Cheguei muito cedo e fui tomar café da manhã. Pedi um pão de queijo, uma salada de frutas e um café, R$21,00. Por curiosidade, estive no guichê da gol para ver a possibilidade de adiantar meu voo, mas não tinha disponibilidade para o Galeão.



Gostei do passeio, mas não é algo que eu precise repetir tão cedo. E ainda, adoro brinquedos radicais, que não é o forte do Beto Carrero. Para quem tem mais tempo disponível, provavelmente é mais interessante se hospedar em Balneário, pois tem mais opções de lazer e restaurantes.

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